Musculação oferece treinos de hipertrofia e resistência

Musculação oferece treinos de hipertrofia e resistência
agosto 17 12:29 2015

Um envolve menos repetições com cargas mais altas e o outro, mais repetições com cargas baixas

Qual a diferença entre musculação de baixa e alta intensidade?
O que é melhor, muita carga e poucas repetições, ou pouca carga e várias repetições?
Pressão arterial tende aumentar proporcionalmente à intensidade do exercício. Foto: Minerva Studio/ Fotolia.com
Os exercícios com pesos, de força, ou musculação são chamados pelos profissionais da saúde de exercícios resistidos. Nesse artigo vamos explicar as diferenças entre praticá-los em baixa e alta intensidades e quais resultados podem ser obtidos.

Os exercícios resistidos são desenvolvidos a partir da contraposição da musculatura alvo ou a uma força externa, de forma manual, maquinal, elástica ou a própria massa do corpo e podem ser classificados em dinâmico ou isotônico e estático ou isométrico. A contração muscular dinâmica acontece quando há produção de tensão no músculo, seguida de movimento articular. Já a contração estática ocorre quando um músculo gera força e tenta encurtar-se, mas não consegue superar a resistência externa, o que gera tensão muscular, mas sem movimento articular.

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Intensidade leve – Caracteriza-se quando são feitos de 40% a 60% da carga voluntária máxima (CVM), ou seja, do peso máximo que se consegue levantar somente uma vez. Várias repetições (20 a 30) podem ser realizadas e o resultado será o aumento da resistência da musculatura envolvida no exercício. Por esse motivo, esse tipo de exercício é chamado de exercício de resistência muscular localizada (RML).Alta intensidade – Por outro lado, quando os exercícios são realizados em intensidades maiores (acima de 70% da CVM), o número de repetições não pode ser muito alto (oito a 12) e obtêm-se como resultado o aumento da massa muscular (hipertrofia) e da força da musculatura envolvida no exercício. Assim, o chamamos de exercício de força/ hipertrofia.Cardiopatas e hipertensos – Nos exercícios de baixa intensidade (RML) observamos um aumento da pressão arterial sistólica e da diastólica num grupo de hipertensos e cardiopatas, sendo essa elevação pequena e considerada segura. Entretanto, em jovens e idosos saudáveis, esse exercício aumentou apenas a pressão arterial sistólica.

Por outro lado, a resposta pressórica durante o exercício de força/hipertrofia caracteriza-se pela elevação exagerada tanto da pressão arterial sistólica, quanto da diastólica.

A pressão arterial aumenta proporcionalmente à intensidade do exercício e atinge os valores mais altos nas últimas repetições de cada série. Dessa forma, os maiores valores pressóricos são observados nos exercícios com várias repetições e em alta intensidade (8 a 12 repetições em 70% a 85% CVM). De fato, nesses exercícios (força/hipertrofia), a elevação pressórica é maior que em um teste de carga máxima, ou seja, no exercício com uma única repetição em 100% da CVM.

A massa muscular envolvida no exercício também influencia na resposta da pressão arterial. Alguns pesquisadores observaram valores pressóricos maiores durante a extensão de ambas as pernas (260/200 mmHg) do que na extensão de uma perna (250/190 mmHg) ou na flexão de um braço (230/170 mmHg).

Analisando os dados acima, pode-se dizer que a resposta pressórica ao exercício resistido depende primordialmente do exercício executado. Em exercícios de baixa intensidade, a elevação pressórica é pequena, porém em exercícios de alta intensidade, a elevação pressórica é extremamente grande.

Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994.

Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor.

Mestrado e Doutorado na USP.

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