Histórico da Avaliação física: Ergoespirometria

Histórico da Avaliação física: Ergoespirometria
julho 21 22:38 2015

Desde 1929, tem-se tentado avaliar a capacidade funcional do indivíduo 1 . No entanto, apesar do consumo máximo de oxigênio ser um índice objetivo do grau do esforço realizado, ele só foi considerado nos protocolos de esforço a partir de 1955, quando as técnicas de medidas de gases tornaram-se disponíveis. Em 1964, Wasserman e McIIlroy foram os primeiros a introduzir o termo limiar aeróbio durante exercícios em diversas cardiopatias.

Atualmente os equipamentos modernos dispõem de sistemas computadorizados extremamente precisos e em tempo real, importantes variáveis tanto metabólicas quanto respiratórias. Eles são constituídos de um pneumotacógrafo acoplado a um transdutor de pressão diferencial, que tem como finalidade medir o fluxo  respiratório , fornecendo desse modo os valores do volume respiratório em litros por minuto. O sinal gerado é amplificado e transmitido a um computador, que possui um analisador de gases que detecta e dimensiona as frações expiradas de oxigênio e de dióxido de carbono em cada ciclo respiratório.

Na ergoespirometria é utilizado o protocolo de rampa tanto em esteira quanto em bicicleta, que baseia-se na aplicação constante e progressiva da carga de trabalho prevista, provocando dessa forma um ajuste ininterrupto entre a oferta e a demanda de oxigênio na musculatura esquelética. O aumento contínuo da carga possibilita um aumento linear da cinética de oxigênio, aumentando a precisão da análise do teste e principalmente a determinação dos limiares ventilatórios.

Além disso, a duração de um tempo não menor de 8 minutos e não maior de 17 minutos (com média de 12 minutos), possibilita a obtenção do verdadeiro consumo de oxigênio de pico, tanto  em cicloergômetro quanto em esteira 2, definido pela estabilização do consumo de oxigênio ou pelo seu aumento igual ou inferior a 1 ml. kg-1. min-1, a despeito de um aumento na intensidade de exercício 3, 4, 5 .Testes com duração inferior a 8 minutos resultam numa redução média de cerca de 10% do consumo máximo  de oxigênio, independente do ergômetro utilizado e aqueles com duração maior do que 17 minutos, por dependerem mais da resistência muscular apresentam uma diminuição no consumo máximo de oxigênio 2. Além do mais o teste de rampa configura-se como o melhor protocolo para determinação dos limiares ventilatórios em unidades de carga de trabalho e a determinação do VO2 máximo é mais fácil de ser determinada.

O examinando é preparado de maneira semelhante a do teste de esforço. Além disso, recebe um capacete que permite o acoplamento de uma válvula de duas vias (Hans Hudolf) ou um capacete que permite o acoplamento do sensor de ventilação. A seguir, um clipe nasal é colocado, assegurando dessa forma que a troca gasosa seja feita através da boca, afim de permitir a análise dos gases expirados, que nada mais é que o resultado da diferença entre o ar inspirado com concentração constante na atmosfera e a quantidade expirada pelo examinando.

A pressão arterial é aferida pelo método auscultatório, utilizando-se um esfigmomanômetro de coluna de mercúrio e a frequência cardíaca é monotorizada por um sinal eletrocardiográfico durante todo o teste ergoespirométrico.

Por Prof. Dr. Newton Nunes – àrea de treino

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