A genética e a ergoespirometria no esporte: potência e resistência; 100 m a maratona. (parte 1) por Prof. Dr. Newton Nunes.

A genética e a ergoespirometria no esporte: potência e resistência; 100 m a maratona. (parte 1) por Prof. Dr. Newton Nunes.
setembro 20 22:53 2016

A genética possui uma influência em torno de 75% no desempenho esportivo do atleta, sendo que 25 % em média depende do seu treinamento físico, alimentação, sono, entre outras variáveis. A genética e a ergoespirometria podem ser importantes ferramentas na detecção de futuros talentos esportivos. screenshot_2016-09-15-18-35-23

Levando-se em consideração a prova de 100 metros no atletismo, onde o atleta que possui um ótimo desempenho é aquele que possui o predomínio de fibras brancas (glicolíticas), e na prova da maratona o predomínio de fibras vermelhas (oxidativas); a ergoespirometria, através da determinação dos limiares ventilatórios pode direcionar o preparador físico a selecionar o atleta que possui o perfil muscular mais adequado para cada modalidade no atletismo e também screenshot_2016-09-15-18-36-51em outros esportes. Além de esportes que envolvam também características de potência e resistência, como são os exemplos do tênis, vôlei, futsal e basquete, entre outros.

Com relação a genética, no músculo esquelético, a actina é uma proteína pertencente ao componente contrátil, sendo através de sua interação com a miosina que ocorre o encurtamento dos sarcômeros. Já foram identificadas 4 isoformas. O gene ACTN codifica uma proteína presente nas fibras tipo II, de contração rápida, responsável pela força contrátil, chamada de ACTN3.

Estudo de Ben-Zakenet e colaboradores (2015) comparando 137 atletas de corrida, 91 de natação e 217 casos controles, dividiram os atletas de corrida em longa distância (CLD) e curta distância (CCD), e os nadadores também em longa distância (NLD) e curta distância (NCD).

O presente estudo concluiu que enquanto o polimorfismo no gene ACTN3 R577X pode distinguir entre praticantes de corrida de longa e curta distância, o mesmo pode não ocorrer em praticantes de outras modalidades esportivas como a natação, sugerindo que o desempenho do atleta é influenciado por fatores ambientais como adaptação, técnica, treinamento, além dos fatores psicológicos que screenshot_2016-09-15-18-34-57juntos influenciam o rendimento no desempenho esportivo.

Na próxima matéria, apresentaremos como a ergoespirometria pode diagnosticar o predomínio de fibras musculares de um atleta e direcioná-lo para os esportes os quais ele poderá ter um melhor desempenho.

Por Prof. Dr. Newton Nunes. @nunesnewton

 

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