Fases da Reabilitação Cardiovascular

Fases da Reabilitação Cardiovascular
agosto 05 23:24 2015

A prevenção secundária tem como objetivo reabilitar o paciente após o evento cardiovascular, ajudando a intervir favoravelmente nos fatores de risco para a doença aterosclerótica, recuperando seu status funcional e sua auto estima no intuito de evitar um evento subsequente.

Ela é dividida em fases e já se inicia no período intra hospitalar. A seguir serão apresentados as três fases que compõem esse programa:

FASE I de Reabilitação Cardíaca: Inicia&ndashse ainda na Unidade Coronariana, após a compensação clínica do paciente e consiste de atividades de baixo nível, limitadas a dois METS ( equivalente metabólico), incluindo atividades como banho e sentar-se em cadeira. Geralmente é feito pela própria equipe de enfermagem e fisioterapia, tendo o objetivo de preparar também psicologicamente o paciente para as atividades habituais pós-alta hospitalar (a maioria das atividades feitas em casa requerem menos de 4 METS). É nessa fase que se inicia a educação e aconselhamento do paciente e familiares quanto aos fatores de risco e necessidades de mudanças de hábito .

Já nessa fase deve-se observar as respostas fisiológicas do paciente frente as atividades. Respostas inadequadas incluem: angina, dispnéia, arritmia ou resposta desproporcional da frequência cardíaca. A queda maior ou igual a 15 mmHg da pressão arterial sistólica é preocupante e a incapacidade de manter ou aumentar a pressão arterial sistólica com baixas cargas de exercício , sugere comprometimento miocárdico importante. Pacientes que respondem  favoravelmente e mantém-se assintomático durante essas primeiras atividades, podem aumentar o nível de intensidade do exercício, sendo que essa progressão é individualizada, levando-se em conta as limitações, fatores clínicos e funcionais, como extensão do infarto do miocárdio, função ventricular, entre outros.

FASE II de Reabilitação Cardíaca: À partir dos anos 60 começou a aparecer vários modelos para dar continuidade à fase I como, por exemplo, o de Zohman que estabeleceu que o exercício deveria ser feito sob supervisão  e monitorização médica, o que depois veio a se transformar na fase II, que preferencialmente é realizada em ambiente hospitalar. Essa fase pode ser iniciada vinte e quatro horas após a alta hospitalar e, além de o paciente fazer a atividade física monitorizado, é dado ênfase ao ensino da auto monitorização do paciente (frequência cardíaca, percepção do nível de esforço, sintomas). Apenas quando o paciente demonstra capacidade de se auto monitorizar, demonstrando independência, estará apto para passar para a fase III .

FASE III de Reabilitação Cardíaca: Atende indivíduos cardiopatas após dois meses em média do acometimento cardiovascular, tendo eles participado ou não da fase II. Nessa fase já não há a necessidade de monitorização intensiva, podendo ser realizada em ambiente extra hospitalar e objetiva-se, principalmente, evitar a evolução da patologia, bem como o aparecimento de um novo acometimento cardiovascular.

FASE IV de Reabilitação Cardíaca: Alguns autores ainda citam essa última fase como sendo a fase de manutenção, onde o paciente já está apto a praticar os exercícios se auto monitorizando, em ambiente externo, inclusive domiciliar. Uma boa alternativa para cardiopatas que se encontram nessa fase é a prescrição externa. Ou seja, uma programação de treinamento e orientações de treinamento físico, feitos pela equipe multi profissional, com avaliações semestrais para atualização da prescrição de treino.