Como realizar o treinamento resistido com os alunos hipertensos? Por Prof. Dr. Newton Nunes.

Como realizar o treinamento resistido com os alunos hipertensos? Por Prof. Dr. Newton Nunes.
abril 26 13:17 2016

Em alunos hipertensos e cardiopatas, o treinamento físico aeróbio produz um importante efeito hipotensor, razão pela qual é recomendado no tratamento da hipertensão arterial. Mais recentemente, porém, tem aumentado o interesse científico acerca dos efeitos cardiovasculares de outro tipo de exercício físico: os exercícios resistidos.

A recomendação no treinamento resistido é trabalharmos com o objetivo de resistência muscular localizada, ou seja, um número maior de repetições e cargas moderadas. Com isso, promovemos gradativamente a diminuição da pressão arterial dos nossos alunos hipertensos e cardiopatas após algumas sessões de treinamento físico.

hipertensão

Contudo, o treinamento físico que tem por objetivo melhora da força/hipertrofia muscular proporciona grandes elevações da pressão arterial durante sua execução, podendo até levar ao rompimento de aneurismas cerebrais preexistentes. Além disso, durante o treino de hipertrofia, ocorre o fenômeno da Manobra de Valsalva, a qual não é indicada para essas pessoas.

O treinamento resistido é uma modalidade de exercício importante para a população hipertensa e cardiopata, visto que se mostrou eficiente para aumentar a força muscular, uma das principais habilidades físicas que contribuem para a melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida dessa população.

Estas são as principais adaptações fisiológicas ao treinamento resistido que nossos alunos (populações especiais) poderão adquirir a partir das primeiras semanas de treinamento:

  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico.
  • Melhora da tolerância a estressores ortostáticos.
  • Aumento da capacidade aeróbia máxima.
  • Aumento da densidade óssea.
  • Aumento do armazenamento do glicogênio muscular.
  • Aumento da sensibilidade à insulina.
  • Aumento da amplitude de movimentos.
  • Aumento da área da fibra muscular e da massa muscular total.
  • Aumento da força, resistência e potência muscular.
  • Aumento da taxa de síntese proteica miofibrilar.
  • Aumento da capacidade de enzimas oxidativas.
  • Aumento do gasto total de energia.
  • Diminuição da massa de tecido adiposo total.
  • Diminuição da isquemia induzida pelo exercício aeróbio, ou seja, aumento do limiar de angina (aumento da frequência cardíaca de positivação).
  • Melhora na composição corporal.
  • Melhora no metabolismo de glicose.
  • Melhora na sensibilidade à insulina.
  • Melhora nos níveis dos lipídios séricos (aumentando os níveis do HDL e diminuindo os de LDL).
  • Diminuição na pressão arterial sistólica e diastólica em repouso e em cargas submáximas.
  • Diminuição do duplo produto (pressão arterial sistólica x frequência cardíaca) em repouso e em cargas submáximas.
  Sessão: